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Enfim, a gigante abre suas portas….

A última vez que bati um papo com vocês foi em janeiro de 2010. Na ocasião, eu disse que o Brasil não estava preparado para receber as grandes produtoras de jogos. Embora antigo, o texto ainda traz um bocado de conceitos que podem ser aplicados. De lá para cá, tivemos mudanças significativas em alguns cenários; noutros, infelizmente, nem tanto. Se você gosta de ficar por dentro dos games e do mercado, recomendo a leitura. De qualquer modo, vamos adiante.

Hoje, é palpável – a Blizzard está oficialmente no Brasil. Confesso que fiquei surpreso com uma entrada tão agressiva no mercado. Eu não esperava nada semelhante antes de 2012 ou 2013. Entretanto, estas considerações são águas passadas e, como já dizia o antigo profeta, águas passadas não criam bons jogos. Portanto, continuemos.

O que pouca gente diz, contudo, é que o lançamento de StarCraft II passou muito além do desejado e não gerou o buzz que deveria. Raynor e Tychus, apesar de incrivelmente armados, falharam na missão de fazer barulho nas terras tupiniquins. Ao lado (ou contra?) Kerrigan, eles apareceram até na televisão, algo que surpreendeu muitos dos gamers de nosso território. Eu, você e (provavelmente) nossos colegas vibramos ao ver aquelas imagens. A publicidade é recheada de várias perspectivas, mas há de lembrar que a principal é a aquisição e prospecção de novo público. E, neste ponto, a Blizzard falhou.

… ou foi o Brasil que falhou com a Blizzard?

José Júnior
Foi editor de MMOs na revista EGW e atualmente trabalha com comunicação social na Level Up!.

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