É possível, hoje, criar um MMORPG inovador?
Em 2010 tivemos ao menos 50 novos MMOs de nível A ou superior. Se estendermos esta lista para uma qualidade inferior, este número chega a dobrar. Isso significa que, em média, a cada mês temos 10 novas opções no mercado. “Novas” seria o termo correto. É difícil, hoje em dia, encontrarmos qualquer inovação relevante em nível de gameplay.
É bastante complicado falar sobre MMORPGs sem citar ao menos uma vez World of Warcraft. O carro-chefe da Activisoon Blizzard tornou-se uma anomalia ao atingir mais de 12 milhões de assinantes no mundo. O título ganhou o holofote (e o carinho) de toda a mídia especializada, no Brasil e no mundo. Durante seus seis anos de existência, ele foi aprimorado e remodelado diversas vezes. Por isso, se tornou o epicentro de qualquer comparação. É praticamente impossível analisar um novo jogo sem compará-lo com o maior de todos.
O ditado conta que hoje em dia nada se cria e tudo se copia. Em partes, é verdade. Um dos maiores méritos que a Blizzard foi chupinhar praticamente tudo que saia de inovador em títulos de demais desenvolvedoras. Tantas adaptações e melhorias colocaram World of Warcraft em um patamar que não será derrubado por nenhum outro game nos próximos anos. Mas, a comparação com o gigante é simplesmente injusta. Não me parece plausível colocar lado-a-lado um título que acabou de sair do forno com outro que está se renovando há seis anos e já recebeu três expansões.
Rift chegou há puco nas plataformas e já apresenta um número de usuários bem distinto. Trouxe novos sistemas, mas nada que fizesse cair o queixo de seus espectadores. É um game bem ambientado e que, no final, vale o investimento de U$60,00. Mas, desde o princípio, deixou claro que sua premissa era “Desbancar World of Warcraft”. Talvez tenha sido este o principal erro da trion: comprar uma briga que, como desenvolvedora, ela não possui chance alguma de vencer. Com o passar do tempo, Rift perderá seu encanto. Assim como aconteceu com seus antecessores: Age of Conan, Warhammer Online e AION. O game não vai perder a briga porque não é bom, mas pelo fato que não é algo sensacional. Vai ter seu público – como todos os outros três citados – mas não se tornará um grande monstro como o querido da Blizzard.
Neste ano temos expectativa para três grandes lançamentos:
- Blade and Soul, em atual closed-beta, será lançado no ocidente até 2011,
- TERA Online, já lançado no oriente e que, acredito, em breve, chegará por aqui;
- Guild Wars 2, com período de testes previsto para este ano.
Os dois primeiros são novas apostas que chamaram atenção, enquanto GW2 tem a responsabilidade de manter a boa fama de seu antecessor. De qualquer maneira, é importante citar que este mesmo Guild Wars 2 desde já, saiu na frente. Não sabemos se as chocantes alterações de sistema serão positivas ou não, mas o fato é que GW está tentando criar algo completamente diferente. A idéia da ArenaNET não é colocar mais um game em um mercado que recebe dezenas por ano. É colocar Guild Wars 2. Não é lançar um concorrente de World of Warcraft, já que tem noção que não tem como lançar um game com tantas features de uma vez. Mas colocar algo novo no mercado. Uma alternativa plausível. Algo… inovador.
Você tem alguma expectativa para estes títulos? Já está por dentro dos sistemas? Acredita que, hoje, ainda é possível inovar em um mercado saturado como estes? Nós queremos conhecer sua opinião. Por favor, registre-a abaixo, na caixa de comentários!
Até a próxima!
José Júnior
Trabalha no departamento de Comunicação da Level Up!. É formado em Jornalismo e pós-graduando em Relações Públicas. Foi editor de games online da EGM Brasil (hoje, EGW) revista para qual ainda escreve eventualmente. No twitter, @followjr.


Jogo WoW há quase 6 anos, sempre testei outros MMORPGs para ver se conseguia mudar de jogo, lol, sempre me deparei com excelentes gráficos, mas o que falta nos outros jogos é simplesmente a alma do jogo, a jogabilidade, a mecânica, um certo equilíbrio entre classes, lore, pvp, pve e RP.
As outras empresas fazem muito bem feitos os outros jogos, mas como disse acima, falta algo, o que me surpreende no WoW é o fato de que eles conseguiram colocar todos sistemas de jogos MMORPG no mesmo jogo.
Uma coisa a Blizzard acertou, talvez alguns não concordem com o que escreverei a seguir, vejamos se consigo explicar.
WoW é estilizado, os seres são carttons (isso é fundamental, nunca desagrada)
OUTROS, a maioria dos jogos novos tentam imitar a relaidade, isso é arriscado, pois se tratando de figuras humanas, facilmente podemos inconscientemente enjoar pois vemos todos dias no espelho, no trabalho, em fim em todos os lugares pessoas, sendo assim nosso subconsciente consegue identificar defeitos sem mesmo percebermos, isso faz com que em pouco tempo um jogo com gráfico excepcional deixe de ser fantástico.
Não menosprezo as outras empresas, alias, torço para que conmsigam um dia fazer algo do mesmo nível que WoW.
Por hora aguardoi loucamente por Diablo 3
Nunca tinha visto por este ângulo que o Carlos expôs: o de as figuras humanas estarem nos levando a enjoar dos MMORPG´s realistas. Bem interessante a sua colocação, e bem plausível.
Acho que o sucesso do WoW já vem antes dele, desde o início da serie Warcraft. Principalmente o Warcraft 3, um título de grande sucesso, tendo disputas em campeonatos mundiais e milhares de fãs, principalmente no oriente. War 3 foi o primeiro RTS onde uma única unidade, o herói fazia a diferença, e era divertido jogar por causa dele, não era só combate entre unidades, como no Starcraft, por exemplo. Ao transportar o conteúdo do Warcraft para o WoW, ela fez com que o jogador pudesse fazer seu próprio herói e participar da história do jogo.
A Blizzard possui muito conteúdo para colocar no jogo e sempre mantém os players envolvidos através de livros, revistas, faz concursos de imagens entre outras coisas.
Essa é a grande sacada do WoW: as pessoas estão familiarizadas com a história e o mundo de Azeroth.
Em questão de conteúdo, a Blizzard dificilmente, diria que seria praticamente impossível, ela perder para algum MMORPG novo. Esta derrota teria que vir no gameplay, como exposto pelo José em seu artigo. Aí eu acho muito difícil, pois nos MMORPG que eu tive oportunidade de testar, o foco é praticamente o mesmo: a tela enche de monstros e com poucos cliques você consegue matar todos, como por exemplo no MU online.
Achei que Age of Conan seria um candidato a bater o WoW mas as mecânicas dele são muito complicadas e mesmo tendo um bom conteúdo, a história do Conan.
Terminei na metade a última frase,rsrsrs.
Era algo assim: …e mesmo tendo um bom conteúdo, a história do Conan, ele falhou também.
Carlos, tudo bem?
Muito obrigado por seu comentário. Inclusive, isso abre portas para um artigo que pretendo publicar em breve. Ultimamente, estamos em uma busca frenética pela realidade nos games. Mas… será que realmente precisamos atingí-la? A pergunta, quem sabe, seja ainda maior: QUEREMOS atingir esta realidade?
Tem muito pano para manga!
Vamos nos falando, ok?
Grande abraço,
Olá pessoal tudo bom?
Como o Carlos disse eu tambem jogo wow a algum tempo, mas ja tentei jogar muitos MMOs, e cara , simplesmente não consegui jogar outro MMo que não seja WOW. Algumas pessoas dizem que gameplay de wow é parecido com Xiita, kkkkkk. Talvez seja verdade.
Abraços.
Olha, gostei muito do ponto que o Carlos levantou sobre os chars de cartoon etc …
Imagino que querer copiar essa fórmula de sucesso da blizzard é bem difícil e arriscado e diria mais, essa alma do jogo que ele fala é justamente uma comparação que eu faço aos antigos jogos da era de ouro do SNES, jogos que hoje tem gráficos risíveis (apesar de maravilhosos para a sua época) mas eles tinham personalidade, tinham conteúdo e faziam com que a gente criasse apego aos personagens devido ao carisma que eles exerciam sobre nós, coisa que, faz tempo que não vejo nos ultra modernos e absurdamente bem feitos jogos pra XBOX, PS3 e afins (tirando pouquíssimas exceções). Enfim, é possivel criar novos mmos realmente fascinantes? Sim, com certeza!!! mas era interessante olhar primeiro para conteúdo, personalidade, uma trama bem feita ao invés de querer simplesmente fazer um “WoW Killer”.
Excelento Comentário Carlos, parabéns e obrigado pela sua contribuição!