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Um ensaio sobre a obrigatoriedade de conexão com internet para jogar

Olá!

Não gosto muito de replicar conteúdo. Procuro, sempre, trazer o melhor material possível produzido por minhas próprias mãos. Assim consigo dozar informação e opinião e criar um conteúdo bacana. Entretanto encontrei uma coluna (que acabou se tornando umpost em um fórum no final!) tão boa, mas tão boa, que receio não conseguir escrever melhor. Abaixo, compartilho com vocês em tradução livre. A versão original, em inglês, pode ser encontrada no link acima! :)

Através das (claras) lentes de World of Warcraft
Por Crudesash68

A recente revelação que Diablo 3 seria jogável somente online chegou como um choque para boa parte dos jogadores que devotaram seu tempo ao modo single player. Mesmo me considerando um destes, minhas experiências com World of Warcraft me permitiram abraçar as experiências online.

Em 2003, antes mesmo de ouvir sobre World of Warcraft, a idéia me de forçar a estar online para jogar Diablo 2 seria ridícula e eu tocaria a vitrola dos demônios se me prendessem online! Mandaria para o inferno os demonios do marketing que gostariam de me privar do meu direito de solidão!  Na verdade, minhas tímidas excursões à Battle.Net me deixaram com uma opinião pobre sobre o modo online e a comunidade que estava por trás dele. No fundo eu fazia parte apenas do forum dos Single Players, onde estgava salvo de hackers, dupers, botters e da imaturidade vulgar que parecia existir em toda e qualquer parte da Battle.Net

Existe um velho ditado que prega: “Sem risco, sem recompensas”. Enquanto eu estava a salvo de todas as coisas más, eu também nunca tive a chance de ver os lados positivos do modo online. Nunca conheci a camaradagem e o lado divertido de uma comunidade. Na verdade, eu acho que nunca teria tido esta oportunidade se não fosse pelo inocente ato de comprar um novo computador…

A hora chegou (em julho de 2006) para trocar meu antigo computador. Ele tinha um HD de 20 GB (lol!) e um processador que mais parecía uma tartaruga. Eu estava em uma loja de eletrônicos comprando uma máquina nova e de repente vi uma caixa de World of Warcraft. Aquela original, com um Anão e uma Night Elf. Trazia dizeres:  MAIS DE 5 MILHÕES DE PESSOAS ONLINE! Estava em uma promoção por 30 dólares e incluia um mês de graça. Eu pensei, “que se dane, vou ver como é que é isso!”.

O que começou como uma piada se tornou uma obsessão muito maior que mina paixão por Diablo 2. Eu diría que cheguei a jogar algo como 3.000 horas nos 18 primeiros meses em Azeroth. Aquilo tudo era muito diferente de Diablo e tinha uma série de desafíos. O diferencial, entretanto, eram as pessoas que eu conhecia.

Não vou dizer que não tive experiências ruins. Conheci “ninjas” de lotos, machões da internet, insetos, elististas, mendigos e chatões. Ainda assim eu descobri que apenas sendo eu mesmo, o jogo me trazia muita diversão. No final eu descobri como “desligar” estes elementos ruins. Uma experiência que nunca me permiti ter com Diablo 2. Eu fiz amigos e conheci pessoas maravilhosas. Nós compartilhamos histórias, risadas e momentos sérios. Nós lutamos e saudamos, nos mantivemos juntos e ficamos horas buscando materiais que acabariam em uma hora. E nos divertimos muito com isso.

No fundo são esas memórias que me fazem otimista com o futuro online da franquia Diablo. É verdade que parte de mim ainda deseja aquele porto seguro onde ninguém poderia entrar de forma alguma. Uma parte de mim está chateada com a Blizzard que não me deu esta opção. Por outro lado, também existe uma parte que passou os últimos 5 anos jogando World of Warcraft e descobriu que talvez, o melhor ainda está por vir.

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